EDIÇÃO 106 » COLUNA NACIONAL

A legalização dos jogos de azar no Brasil


Leonardo Baptista
A legalização dos jogos de azar andou em alta nas últimas semanas. Primeiro, pelas declarações do governo; segundo, pelos números revelados durante evento em Brasília. Os jornais de todo o País noticiaram a proposta de legalização dos jogos defendida por dois ministros do governo Michel Temer.
 
De acordo com a mídia, Henrique Eduardo Alves, do Turismo, e Geddel Vieira Lima, da Secretaria de Governo, apoiam a legalização dos jogos de azar como medida para aumentar as receitas da União. E como é sabido, já estudam a possibilidade de permitir a volta de bingos, cassinos, jogos pela internet, jogo do bicho e caça-níqueis no Brasil 
 
Essas atitudes, além de elevar a arrecadação por meio de um projeto de lei que determina que 60% ou 70% do arrecadado vá para a premiação, 7% para os Estados, 3% para os municípios e o restante para a empresa autorizada a explorar a atividade do jogo, visam o desenvolvimento e o estímulo ao turismo em determinas regiões e o crescimento econômico. 
 
Ainda segundo as notícias, a ideia central é legalizar todos os tipos de jogos já existentes, incluindo bingos, cassinos e o jogo do bicho. O objetivo é tornar legal aquilo que já ocorre clandestinamente sem gerar qualquer benefício ao Estado. 
 
E o assunto teve desdobramentos em Brasília. Estive entre os dias 11 e 12 de maio, na capital federal para acompanhar o II Brazilian Gaming Congress, e os números apresentados revelam que o faturamento atual dos “jogos legais” gira em torno de R$ 14 bilhões contra os R$ 20 bilhões dos “jogos ilegais”, o que representaria arrecadação de R$ 17 bilhões em impostos com a liberação dos jogos. Ainda falando em valores, o potencial do mercado de jogos no Brasil corresponde a 1% do PIB, ou seja, R$ 59 bilhões de faturamento bruto. 
 
Quando falo de turismo e emprego, o poder de atração dos cassinos mostra números mais expressivos. Las Vegas recebe cerca de 40 milhões de visitantes anualmente, desse total, mais de 130 mil são brasileiros. O mesmo acontece no Uruguai. Os brasileiros são responsáveis por 50% do faturamento do Conrad Casino.
 
Hoje, o desemprego no Brasil alcança índices assustadores. Temos 10% da população ativa sem ocupação e em busca de uma nova recolocação. Com a legalização dos jogos de azar, estima-se que seriam criados 400 mil novos postos de trabalho. Fato que faria com que o País retomasse a atividade econômica. Somente como exemplo, nos EUA, para cada uma vaga de trabalho aberta pelo jogo, é criado 1,9 emprego indireto. 
 



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