EDIÇÃO 24 » COMENTÁRIOS E PERSONALIDADES

Trinta dias em Las Vegas

Uma Breve Retrospectiva


Daniel Tevez Cantera

Após um mês em Las Vegas, dá apenas para fazer uma comparação: sabe quando você consegue conquistar a rainha da bateria, ela diz você é o cara e tal, você troca dois beijos com ela e então desmaia, e não se lembra do que aconteceu quando acorda no outro dia? É por aí...

Da cidade, nem tenho o que dizer: as luzes, os ambientes climatizados, a receptividade das pessoas e os preços que são um sonho (vou vol¬tar aqui o mais breve possível, para engatar no Omaha, que, jogando certinho, é forra boa – não vi nin¬guém para trás no cash game). Para quem quiser se aventurar por aqui, adianto que Vegas está ao alcance de todos, desde que estejam com o Visto em dia e tenham uns R$1.400 para pagar um avião, etc. A maioria dos jogadores de poker podem fazer isso com tranquilidade, e que não o fizer está dando uma de ‘trouxa’. Se preci¬sa saber inglês? Nada! Eu mesmo me viro fácil aqui – a não ser por uma ou outra pirueta que os motoristas de táxi deram, aumentando o percurso e a conta em uns trocados a mais. O resto a gente tira de letra.

Hoje faz trinta dias que estou neste lugar espetacular, mas não o degustei como deveria: excesso de responsabi¬lidade e de trabalho me fizeram curtir essa verdadeira maravilha apenas em doses homeopáticas. É duro ter todas as facilidades e não aproveitar, ficar um mês ao lado da piscina e ir duas vezes... Entretanto, não existe nada mais gratificante que o fato de ter a certeza de que deu o melhor de si sem pensar em si.

Acompanhar o desempenho dos brazucas que conhecemos desde sem¬pre, e ver a alegria deles ao saber que seu esforço está sendo levado ao vivo para que os que ele ama ou para os que o ajudaram a chegar aqui não tem preço mesmo. Fizemos entradas ao vivo para o Podcast da CardPlayer Brasil (cardplayerbrasil.com/podcast), estivemos ao lado de todos os jogado¬res, independente dos resultados, e, principalmente, fizemos o que mais gostamos: informar, e informar com vontade. Nem sempre com a qualida¬de que gostaríamos, pois é um traba¬lho absurdamente cansativo.

Pude presenciar magníficas demonstrações de talento: vide Mojave, Zidane, Sr. Rubens (lá de Santos)... Galera, como é bacana ver os irmãos que a gente acompanha no Brasil irem bem aqui. E eles só não foram mais longe porque os deuses do poker devem estar de de mal com os tupiniquins mesmo – nunca vi perder 100% das paradas por cima como aconteceu aqui. Vou rever meus conceitos a respeito, que porque é só estudo, esforço e principalmente dedicação, vi aqui os calls mais hor¬ríveis dados contra nossa gente, e os caras que estavam uma semana atrás pré-flop acharam a mão nuts, deixan¬do a gente doido da vida.

Mas teve coisas boas também... Vi o Alexandre Gomes ser respei¬tado em todas as mesas; o André Akkari feliz da vida, sendo o mesmo cara que conhecemos em 2004, ape¬nas com uns trocos a mais no bolso; vi a força da nossa torcida aqui e no Brasil, com os ‘mano’ acompanhan¬do online o que estava acontecen¬do... Com certeza, dentre todas as minhas viagens, essa certamente foi a mais gratificante.

Bracelete para o Brasil? Não dessa vez... E a cada dia que passa, fico mais convencido de que a dificuldade só tende a aumentar. Garotos forrados da internet, que jogam agressivamente e às vezes acertam, mais a zica que andou por aqui, impedindo os bra¬sileiros de ganhar 99% dos coinflips, tudo isso deixa a gente mais realista... O feito de Alê Gomes pode demorar anos – ou mesmo décadas – para se repetir. Portanto, temos que ser realis¬tas e valorizar o que já conseguimos.

No geral, a galera aqui foi bem: tivemos ITM a rodo! E fora da WSOP, houve excelentes resultados, como o da Alê Braga, Loducca, Kima, Odilon, Fernando Savoia e mais uma galera. Mas teve gente que quebrou pesado, e não foi no poker, mas nos cassinos... Dentre eles, um argentino conhecido, que acha que craps é esporte... Bem feito, quem manda ser tão radical assim!

Enfim, que viagem gostosa, galera... Capilé foi difícil (as bonitas tinham armário particular com cara de mau, e nem me atrevi a ir pra cima), mesmo assim, que viagem boa... Ver o Brasa metendo a paçoca na última mão, olhando somente uma carta, num torneio de 10K verdes...

No mais, são mil coisas pra contar: contatos, trabalho realizado, irmãos torcendo por irmãos – e tem uma, isso só acontece com a brazucada mesmo, o resto é apenas meia dúzia... Tenho coisa para escrever aqui, no blog, e para contar aos netos... Que venha 2010! “Vamo que todavia”!




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Ano 2 - julho, 2009

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