EDIÇÃO 16 » COLUNA NACIONAL

Casa Nova, Vida Nova

Uma conquista que me enche de orgulho


Raul Oliveira

Desde que comecei a jogar Texas Hold’em, oito anos atrás, enfrentei bastante preconceito. Esclareço, antes que eles briguem comigo, que não foi por parte dos meus pais. Entretanto, reparei ao longo dos anos, que o respeito para com a profissão cresce proporcionalmente aos resultados que você conquista. E penso que isso aconteça não só no poker, mas no surfe, futebol, dança de salão e em outras profissões “alternativas”: o respeito por quem pratica depende – e muito – dos resultados obtidos. Por isso, hoje, sou muito feliz por tudo que conquistei, principalmente com o reconhecimento de um dos maiores sites de poker do mundo, o Full Tilt.

Então, passados três meses, gostaria de compartilhar aqui com vocês o que considero minha maior conquista até hoje – que também foi de todos os brasileiros amantes do hold’em, e não apenas minha, do CK e do Leandro Brasa: a nossa contratação pelo Full Tilt! Participar de uma equipe que inclui nomes como Phil Ivey, Gus Hansen, Howard Lederer e Jesus Ferguson é um enorme prazer, uma honra mesmo, e nos traz a certeza de que todo o trabalho em prol do desenvolvimento do Texas hold´em no Brasil valeu a pena. Ainda que esses nomes que citei, somados a mais uns quinze, tenham um status diferente dos “pros” como eu, CK, Brasa e mais uns 100 espalhados pelo mundo, a essência da contratação é a mesma: nós recebemos para fazer o que mais gostamos na vida, jogar poker. E isso, depois de oito anos de total dedicação, é motivo de muito orgulho para mim, e mostra que, apesar de todas as barreiras e dificuldades, estamos no caminho certo.

Agora, como todo bom contrato tem que ser bom para os dois lados, além do jogo, há muito a se fazer. Afinal, um dos acertos da nossa parceria foi a criação de um site que viesse a funcionar quase como um portal do Full Tilt no Brasil. Para quem ainda não conhece, trata-se da Universidade do Poker. Lá, eu, CK e outros instrutores comentamos sessões de cash games, torneios, SNGs e heads-ups jogados por nós. E ainda temos vários outros atrativos.

Falando um pouco do site em si, diga-se que o Full Tilt, assim como os outros grandes, disponibiliza várias modalidades em diversos valores. O que realmente o diferencia dos demais é a presença constante dos grandes profissionais do mundo, que proporcionam grandes embates nas mesas mais caras da internet quase 24 horas por dia. Mesas como 500-1000 no limit e 2000-4000 limit podem ser encontradas com action praticamente o tempo todo. Não vou negar que certas horas me pego assistindo a essas mesas e a cada pote gigantesco me lembro e me espanto ao lembrar que aqueles números astronômicos são dinheiro de verdade.   

Quanto ao meu jogo, eu diria que ele está em fase de adaptação, considerando que, por muito tempo, quase não joguei no Full Tilt. O que logo de cara me chamou atenção é que o site tem um ritmo diferente dos outros grandes. Além disso, já estava desacostumado a enfrentar a escola americana, principalmente nas mesas de cash game. Outro importante diferencial do site em relação aos demais é o formato dos blinds: eles sobem devagar, possibilitando um jogo bem mais deep que os outros. Ainda, um último fator com certeza tem influenciado e muito meu jogo: o fato de eu ser um “pro” do site, e com isso ter meu nick em vermelho, ou seja, esse destaque faz com que os adversários joguem de forma diferente contra mim. Fora isso, quem elimina um ‘pro’ de um torneio tem um prêmio equivalente ao valor do buy-in, então, acredito que podemos tirar vantagem de certas situações, principalmente quando estamos com poucas fichas e jogadores com mãos bem fracas dão call, buscando esse “bônus”.

Quando digo que se trata de uma conquista para todos os brasileiros, sei que deve ter gente achando que estou ganhando com isso, mas se pararmos para pensar o tamanho da porta que se abriu para o Brasil com essas contratações, veremos que, de uma forma ou de outra, é bom para todos. Afinal, certamente mais sites se interessarão por jogadores brasileiros e investirão cada vez mais em nosso país, seja através de freerolls, torneios ao vivo ou mesmo patrocínios – além do mais, a força que o Brasil vem ganhando fez com que tivéssemos inclusive uma versão nacional da CardPlayer, por exemplo. E isso é só uma amostra de como acontecimentos assim acabam sendo benéficos para todos. Como eu disse: estamos no caminho certo.




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EDIÇÃO 16

Ano 2 - novembro, 2008

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