EDIÇÃO 12 » ESPECIAIS

Alexandre Gomes e o Primeiro Bracelete do Brasil

Há apenas 6 meses Alexandre Gomes, de 25 anos, deixou a advocacia para se tornar jogador profissional de poker. E no evento #48 da WSOP (no-limit hold´em de $2.000) ele superou um field de 2.317 concorrentes e fez uma mesa final formidável, apresentando um poker de nível mundial.


Amúlio Murta

Ainda no calor da vitória, nossos colegas da CardPlayer americana entrevistaram o Alê. E já como primeiro brasileiro a ganhar um bracelete da World Series of Poker, ele falou um pouco sobre sua estratégia na mesa final, sobre orgulho de voltar para casa com o primeiro bracelete de ouro para o Brasil e muito mais. Veja como foi.

Card Player: Você entrou para a faculdade para se tornar advogado e acabou virando jogador de poker. Como foi essa história? Por que uma mudança tão radical?

Alexandre Gomes:
Sou advogado desde 2005, mas há cerca de seis meses resolvi jogar profissionalmente. Na verdade, comecei jogando torneios de poker e só depois decidi me tornar um jogador profissional.

CP: E você joga poker há quanto tempo?

AG:
Jogo há cerca de dois anos e meio, mas como profissional há apenas seis ou sete meses.

CP: É óbvio que você tem muitos fãs brasileiros aqui com você... Não é comum ver tanta comemoração de jogadores de outros países. O que faz do Brasil um lugar tão especial?

AG:
Eles são fãs, mas são também amigos. É o jeito do povo brasileiro. Existem muitos jogadores de poker no Brasil, mas este é o primeiro bracelete que um brasileiro ganha na WSOP.

CP: Agora você está $700.000 mais rico. Qual é a sensação? Você já tem planos para o dinheiro?

AG:
A sensação é boa. Muito boa! Mas ainda não tenho planos para o dinheiro

CP: Qual foi sua estratégia a caminho da mesa final?

AG:
Havia jogado com os mesmos adversários no dia anterior, durante todo o tempo, e já era capaz de ter algumas boas leituras deles. Minha estratégia era ser agressivo. Acreditava que a diferença nas premiações criaria certa pressão, então resolvi entrar para decidir.

CP: Havia algum jogador em particular que lhe preocupava a caminho da mesa final?

AG:
Sim, Marco Johnson. Comecei o torneio jogando com ele e o enfrentei um dia antes da mesa final também. Ele me preocupava muito.

CP: Qual mensagem você quer deixar para os brasileiros que estão começando a jogar poker agora?

AG:
Para ser um jogador de poker, você não pode apenas querer ser um jogador. É preciso estudar o jogo e se preparar mentalmente. Não é uma vida fácil, então recomendo que procurem outros profissionais para conversar. Há muitos bons jogadores no Brasil, mas você não pode simplesmente vir e jogar a Série Mundial. É necessário começar de baixo e construir seu bankroll primeiro.

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