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EDIÇÃO 60 » ESPECIAIS

Amarillo Slim - Histórias do maior apostador de todos os tempos


Redação

A World Series of Poker de 1972 foi um marco para a própria WSOP. Naquele ano, pela primeira vez, o campeão do Main Event não foi escolhido por votação, mas nos feltros.

Em uma sala no lendário cassino Binion's Horseshoe, restavam quatro dos oito participantes do torneio; e Amarillo Slim tomava conta de uma mirrada pilha de fichas à sua frente. Os outros três jogadores não tinham o menor interesse em levar o título.

“Slim tinha cerca de 1.500 fichas, como eles dizem, uma ficha e uma cadeira”, recorda o membro do Hall da Fama do Poker Crandell Addington, um dos quatro finalistas.

“Doyle (Brunson) compareceu. Ele morava em Forth Worth com sua esposa, mas, se vencesse, poderia ter dificuldades para arrumar jogos de cash game e também com a Receita. Já Puggy (Person) não podia vencer de maneira alguma, ele havia aberto uma cavalagem, mas vendeu 200% de si próprio. Como iria pagar os investidores?”

Os três homens tinham mais do que 98% das fichas em jogo. Jack Binnion, percebendo o que se passava por ali, parou o jogo durante a noite e exigiu que todos jogassem seriamente.

No dia seguinte, Doyle retirou-se dizendo estar doente, e  Slim venceu Puggy no heads up.

Com o título, revistas, programas de TV e até Hollywood foram atrás das histórias exageradas do cowboy texano.

Sempre trajando sua marca registrada, o chapéu Stetson, e suas botas de cowboy, Slim foi um símbolo dos apostadores itinerantes e, mais tarde, da WSOP. O magrelo apostador  fez mais pelo jogo moderno do que qualquer outro.

“Tratando de promover o poker, ele foi o maior, e trouxe respeitabilidade ao jogo quando não havia nenhuma”, diz a lenda Doyle Brunson.

Slim viajou por todo o mundo promovendo o poker, e as suas histórias intermináveis e constante autopromoção fizeram dele um dos mais famosos apostadores na história norte-americana.

Batizado como Thomas Austin Preston, ele Morreu de câncer no último mês de abril, com 83 anos de idade, em uma casa de repouso em Amarillo, Texas. E esta é a sua história.



CONSTRUINDO UM BANKROLL


Amarillo Slim foi campeão da WSOP de 1972

Preston nasceu em Johnson, Arkansas, em 31 de dezembro de 1928. A sua família se mudou para uma pequena comunidade no Texas logo depois, para então se estabelecer em Amarillo.

Com quinze anos de idade, ele era um perito na sinuca, e adotou o apelido de Slim (Magrelo), de uma forma semelhante ao amigo prodígio: Minnesota Fats (Gorduroso).

Para garantir uma graduação precoce na escola secundária, Slim se juntou à Marinha em 1945. A sua primeira missão foi realocar os habitantes do Atol de Bikini durante os testes dos militares norte-americanos com a bomba atômica.

Slim gostou do que fora incumbido, especialmente dos quatro dias navegando de volta ao Havaí, em que ele teria a oportunidade de depenar seus companheiros de navio.

Ele disse que, assim que chegou a Honolulu, teve que atirar as suas roupas pela murada do navio. Suas mochilas da Marinha estavam ocupadas com outra coisa: dinheiro.

De volta ao Texas, ele perdeu uma grande parte do seu bankroll, e aprendeu uma lição importante depois de apostar $30.000 no resultado da Série Mundial de beisebol de 1946.

Uma jogada grosseira custou ao Boston, e a Slim, a vitória e, mais tarde, ele prometeu nunca apostar novamente sem uma vantagem. Daí em diante, ele passou o resto da sua vida procurando e criando-as.

Não se passou muito tempo antes de ele voltar ao serviço militar. Dessa vez, se juntando ao Exército, como parte da Unidade de Serviços Especiais, e entretendo as tropas com as suas habilidades no bilhar.

Ele passava algumas horas do dia apresentando truques para aumentar o moral das tropas, mas a maioria do seu tempo era gasto com trambiques.

Ele fez fortuna vendendo cigarros, café, chocolate, meias de nylon, gasolina e outros artigos difíceis de encontrar no mercado negro depois da guerra. "Qualquer coisa que você não pudesse conseguir, eu poderia", disse Slim em Qualquer Coisa para Vencer, uma biografia de sua vida apresentada na televisão.

Para financiar as suas operações, ele conseguiu um feito audacioso: manipulou o resultado do segundo jogo da World Series de beisebol dos soldados, em 1948.

Ele deixou o Exército depois de um ano de serviço. Tinha 19 anos de idade. Em Qualquer Coisa para Vencer, ele disse que já tinha mais de um milhão de dólares em seu nome.



O MAIOR APOSTADOR QUE JÁ VIVEU


Slim entre Chris Ferguson e Phil Hellmuth, em evento do Super Bowl of Poker

Slim é sempre apontado como o maior apostado que já viveu. A razão é simples: ele não era bom apenas em tirar o dinheiro das pessoas, mas, com sua personalidade única, as fazia gostar disso.

Mas seus feitos, refinados como o mais jovem jogador de sinuca do Texas e das Forças Armadas, estavam prontos para o apogeu quando ele retornou em tempo integral à vida civil.

Nova York, o local de recomeço de qualquer um que servira o Tio Sam, foi onde Minnesota Fats, o mais famoso apostador de sinuca de todos os tempos, depredou o seu bankroll. Os dois jogaram diversas partidas, e Slim admitiu perder "uma grande quantia para ele".

Quando Fats descobriu como era lucrativa uma disputa com o texano, ele o seguiu de volta a Amarillo, tentando quebrar o cowboy magrelo. Mas, mesmo com Fats ganhando a vida trapaceando idiotas, Slim tosquiou essa ovelha.

"Eu nunca procuro um idiota. Eu procuro um campeão e faço dele um idiota"

- Amarillo Slim

"Ele não procurava um idiota", observa Shawn Rice, parceiro apostador de Slim por 25 anos. "Mas sim um filho da mãe esperto... e fazia dele um idiota".

Anos mais tarde, quando Slim abriu o seu salão de sinuca, o Amarillo Slim's Poll Palace, em Amarillo, ele chamou Rice para dirigir o lugar.

"Ele sabia como fazer um filho da mãe persegui-lo, como conseguir que o desgraçado do peixe pulasse no anzol", contou Rice. "Ele parecia um velho cowboy idiota, e falava como tal, mas era esperto como ninguém".

De volta a Amarillo, Slim lançou a isca ao seu camarada da sinuca quando propôs que eles jogassem com cabos de vassoura em vez de tacos de sinuca. Ele ofereceu um jogo que Fats não poderia resistir. Mas Slim já havia dominado completamente a “sinuca com tacos de vassoura”, e tinha certeza que a vantagem era sua.

No final, Slim tosquiou a ovelha mais rápida e escorregadia de sua jovem carreira.



APOSTADOR INTINERANTE


Benny Binion (esq.) e o ator Chill Wills (centro) foram responsáveis pela entrega do troféu de campeão da WSOP de 1972 a Amarillo Slim.

Com os jogos de sinuca cada vez mais difíceis de encontrar, Slim voltou a sua atenção para as apostas esportivas e para o poker.

Ele conheceu Doyle Brunson e Brian "Saylor" Roberts, homens com uma reputação sólida no circuito do Texas. Logo depois, em um jogo, Slim faliu a todos, mas foi bastante gentil para abater US$ 2.500 de suas dívidas, o suficiente para chegarem em casa.

"Isso mostrou que ele confiava e gostava de nós", Brunson recorda.

Nos anos 60, o trio formou uma parceria. Dividiram um bankroll, e começaram a apostar e viajar – sempre procurando por jogos clandestinos de poker por todo o Texas e sul dos Estados Unidos.

"Parecíamos um aspirador de pó, sugávamos tudo por onde passávamos", conta Slim em Qualquer Coisa para Ganhar.

Os dias de estrada, apesar de excitantes e lucrativos, foram extremamente perigosos. Roubos e prisões eram comuns quando “limpavam” cidade atrás de cidade.

Mas foi quando o Las Vegas começou a receber os jogos caros de poker é que Slim viu-se pronto para brilhar em um palco ainda maior.



EMBAIXADOR DO POKER

Os primeiros anos da World Series of Poker foram pequenas reuniões de apostadores e jogadores de cash games, mas a vitória de Slim, em 1972, mudou os parâmetros da série, para sempre.

Em um tempo no qual as apostas eram reservadas, Slim era uma estrela natural. Isso, aliado ao poker, o tornou uma celebridade entre os apostadores.  

"Bastava Amarillo Slim entrar na sala e ela se iluminava. Ele sempre foi a atração principal", disse Larrry Grossman, autor e analista de apostas, que acompanhou a vida de Slim e o início da WSOP.

Depois de sua vitória, ele se tornou, como diz na sua autobiografia "O Grande Malandro”, lançado no Brasil pela Raise Editora, "um embaixador itinerante do esporte". Ele também participou de vários programas na TV norte-americana. Só no Tonight Show, famoso talk show que está no ar na NBC desde 1954, foram 11 aparições.

"As pessoas têm feito todo esse estardalhaço sobre Moneymaker", Addington diz. "Ele foi uma criação da mídia, que estava ansiosa para promover alguma coisa. Se o seu sobrenome fosse Smith, eu duvido que tivessem dado tanta atenção para ele. Ele certamente não foi o primeiro amador a ganhar o Main Event. Este foi Hal Fowler, em 1979. A mídia criou Chris Moneymaker. Amarillo Slim criou a si próprio. E há um mundo de diferença entres eles".

"Slim foi o instrumento, o representante e a voz de ouro que ajudou o poker a crescer. Ele fez as pessoas a perceberem que o jogo não era apenas recheado de gângsteres, assassinos e trapaceiros".


REI DOS CAUSOS

Graças à sua natureza amigável, seu charme e seu interminável estoque de histórias, Slim conseguia qualquer tipo de jogo. As pessoas jogariam com ele heads-up, o convidariam para home games e, mesmo perdendo, implorariam para ele voltar.

"Ninguém contava causos como ele", diz Johnny Hughes, jogador de poker e antigo companheiro de viagens de Slim. "Ele ganhava dinheiro derrotando médicos e advogados. Eles só queriam jogar com ele, assim poderiam escutar aquelas histórias".

O problema era que você nunca sabia quando começava e quando terminava a verdade.

"Se houver qualquer coisa que valha a pena uma discussão, eu aposto nela ou me calo"

- Amarillo Slim

"Slim gabava-se que ele tinha ganhado duzentos pares de sapatos de Imelda Marcos nas Filipinas", Hughes sorri. "E que havia jogado poker com os ex-presidentes dos Estados Unidos Lyndon Johnson e Richard Nixon. Ora, eu não acredito que eles jogariam com um filho-da-mãe fora da lei como Slim".

A autobiografia de Thomas Austin Preston é repleta de histórias sobre apostas mitológicas. Elas incluem detalhes de uma partida de tênis de mesa, usando garrafas pet como raquetes, com o ex-campeão de Wimbledon Bobby Riggs; do jogo de golfe, com um martelo de carpinteiro, contra o famoso dublê Evel Knievel; e de como ele  ganhou US$ 300.000 do cantor Willie Nelson em uma partida de dominó high-stakes.

Tudo isso contribuiu para a sua reputação de grande apostador, e o ajudou a arrumar cada vez mais fregueses.

Mas seus companheiros mais próximos advertem: "Lembre-se que ‘O Grande Malando’ é uma autobiografia", escreveu Greg Dinkin, coautor e agente do cowboy, em um tributo a Slim postado no Grantland.com. "Aquelas são simplesmente as histórias que ele queria se lembrar – e como ele queria se lembrar delas. Ele era um apostador e também um trapaceiro, então, espero que tenha ficado claro: aquilo é a verdade de Slim".

Rice concorda. "Eu estive com ele por 25 anos – viajando, apostando e dividindo um bankroll. Eu nem mesmo li esse livro porque sabia que as histórias não eram verdade. Foi parte do seu papo furado, da sua promoção. Por causa de sua superexposição, ele foi capaz de ganhar milhares de dólares de pessoas que não sabiam o que era um big blind".

As histórias eram tão impressionantes que Hollywood tentou fazer um filme baseado na vida do texano. O filme seria estrelado por Nicholas Cage, mas as alfinetadas constantes de Slim contra o ator de Holywood colocaram tudo a perder.

“Muitos jogadores de poker soltam falinhas nos feltros. Slim fez isso durante toda vida, em qualquer lugar e com qualquer um. Seu objetivo era sempre o mesmo: conseguir uma vantagem e lucrar com isso”, conta Dinkin.



LÁ E CÁ... E LÁ DE NOVO

Bunky Preston, filho de Slim, hoje com 61 anos de idade, cresceu na estrada com o seu pai.

"Quando eu tinha seis anos, minha mãe e eu íamos atrás dele nas casas de bilhar", Bunky recorda. "Quando o bilhar secou, o meu pai se voltou para o poker, e frequentemente me levava com ele".

"Lembro quando ele foi jogar com a família Chagra, em El Passo, em uma fazenda perto da fronteira. Foi lá que vi, pela primeira vez, metralhadoras MAC-10. O meu pai jogou por dois ou três dias. Estávamos voltando de carro para casa e ele disse ‘meu filho, sente-se aí atrás e conte esse dinheiro’. Todo o banco traseiro estava repleto de notas de US$ 20. ‘Quando te pagam apenas com notas de vinte, saiba que você está jogando contra traficantes’, ele me disse”.

Bunky também se lembra de quando voaram para Cartagena, Colômbia – na época, lugar frequentado pelo traficante Pablo Escobar e sede do cartel de Cali – para uma promoção no Casino Caribe.

"O meu pai, sempre o showman, entrou e xingou a mãe de todos. Inicialmente eles pensaram que se tratava de um louco ou algo assim".

Foi engraçado... até Slim começar a limpar os lordes das drogas. Para não morrerem, a família teve que embarcar em um voo de emergência.

Em outra de suas viagens, Slim quase morreu por causa de uma aposta maluca. Ele ganharia US$ 31.000 se descesse 46 km no rio Salomon, em Idaho, conhecido como o “Rio Sem Retorno”. E lá foi ele – em pleno inverno.

Slim só sobreviveu aos seis dias de provação graças ao traje de mergulho especial que Jacques Cousteau desenhara. "Amarillo Slim Derrota o Rio Sem Retorno", lia-se nos destaques da edição de 27 de novembro de 1972 do Tuscaloosa News.

"Foi a primeira aposta que fiz na qual eu arrisquei a minha vida para levar o pote", conta o cowboy em sua autobiografia. "E também seria a última. Fiz um juramento que, daquele dia em diante, eu faria apenas apostas normais".



REPUTAÇÃO MANCHADA

No início do boom moderno do poker, Slim se tornou um para-raios para controvérsias depois de ter sido acusado de molestar sexualmente a sua neta.

Enquanto a mídia se esbaldava com a história de um contador do Tenesse, com sobrenome bem sugestivo, que transformara 39 dólares em alguns milhões, o mais famoso apostador de poker do mundo fazia um acordo com a promotoria para evitar ser rotulado como um pedófilo.

Slim nunca foi preso. Pagou US$ 4.000 de fiança e foi liberado, mas também não contestou a acusação. Ele sempre alegou sua inocência, mas afirmou que aceitara o acordo para preservar sua família.

O filho afirma que tudo aconteceu porque havia uma assistente da promotoria que não gostava de seu pai.

Em 2009, em entrevistas com o Diretor de Mídia da WSOP, Nolan Dalla, o texano afirmou que sua família tinha cartas que mostravam que tudo não passou de um grande erro.

Os mais próximos a Slim negam veemente que o episódio aconteceu. "Tudo isso é um monte de especulações", disse o lendário Doyle Brunson. "Eu estive com ele por muito tempo. Ele tinha muitas falhas, mas pedofilia não era uma delas".

O parceiro Shawn Rice concorda. "Slim nunca demostrou que tinha preferências por crianças... nem uma vez. Eles não têm evidências sobre ele. E a razão disso é que ele nunca fez nada”.



ETERNO LEGADO


A Raise Editora lançou no Brasil a autobiografia de Amarillo Slim. www.raiseeditora.com

Slim abriu várias portas, para apostadores e jogadores. Ele foi o único jogador de poker, de qualquer geração, a aparecer no horário nobre da TV norte-americana e conseguir uma audiência cativa de dezenas de milhões de telespectadores.

Com o passar do tempo, ele provou que era digno dos elogios, mesmo os baseados apenas nas suas façanhas nos feltros. O jogador de Amarillo foi introduzido no Hall da Fama do Poker em 1992, e ganhou quatro braceletes da WSOP.

O seu status de celebridade no poker também o ajudou a criar o Super Bowl of Poker (SBP), um evento que, em importância, ficava atrás apenas da World Series of Poker. Criado em 1979, o SBP teve sua última edição em 1991.

Mas Slim, sempre o showman, ficou de fora do que poderia ter sido o seu empreendimento mais lucrativo de todos: usar a sua imagem para promover o poker online durante os anos do “Efeito Moneymaker”, o boom do poker mundial.

O cowboy era visto como uma “mercadoria danificada” quando o poker explodiu, e nunca foi capaz de ganhar dinheiro nisso, ao contrário dos seus companheiros.

"Slim teria levado isso a outro nível se ele estivesse mais envolvido no boom do poker", disse Rice. "Definitivamente, ele deixou de ganhar muitos de milhões”.

Há aqueles que não gostam desse personagem mitológico. Há quem acredite que ele merece um lugar a parte na história do poker. Sendo do primeiro ou do segundo grupo, todos concordam que Slim tornou o poker mais rico. A publicidade que ele trouxe para o jogo ainda permanece incomparável hoje em dia.





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