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Década de Ouro - PokerStars Completa 10 Anos

“Quero ser jogador de futebol, como Messi, como Neymar...” Essa seria a provável resposta de um garoto quando perguntado sobre o que ele gostaria de ser quando crescesse. Experimente levantar a mesma questão a quem joga poker. “Fazer parte do time do PokerStars”.


Marcelo Souza
Para profissionais ou amadores, essa seria a versão adulta do sonho de criança. E este é apenas um dos fatores que fazem com que essa marca seja respeitada e admirada. Afinal, por que o Poker Stars, em 10 anos de existência, tornou-se esse fenômeno do esporte mundial?

A minha experiência pessoal junto ao site talvez seja igual a de outros tantos jogadores por todo o mundo. É por isso que, ao contá-la aqui, eu esteja narrando não apenas a minha trajetória orgulhosamente amadora no poker, mas a de uma multidão que, em dado momento, acabou descobrindo o PokerStars e percebeu que aquele jogo apaixonante nunca mais seria o mesmo.

Para mim, jogar cartas sempre foi uma paixão. Eram campeonatos de truco no colégio, partidas de buraco com a família nas tardes de domingo, rodadas de pif-paf valendo alguns trocados com os amigos. Em 2001, porém, perto de completar 17 anos, meu conhecimento sobre poker se limitava ao filme Maverick, comédia estrelada por Mel Gibson.

Alheio ao meu desconhecimento surgiu, em setembro daquele ano, um produto que revolucionaria o ainda incipiente mercado internacional do poker. Com uma equipe formada basicamente por amantes do jogo, o PokerStars foi ao ar, só com mesas de “play money”. Os jogos a dinheiro real só viriam três meses depois, e eram raros os momentos em que o número de usuários conectados ultrapassava a marca de 100 jogadores.

Com a criação do World Championship Of Online Poker, em 2002, o cenário começa a mudar. Quando 565 jogadores se inscreveram em um único torneio do WCOOP, com buy-in de $109, os responsáveis pelo site percebem que grandes coisas estavam prestes a acontecer. E eles estavam certos. Alguns anos mais tarde, o WCOOP se tornaria a mais importante série de torneios online do mundo.

Já em 2003, tive contato com o filme de poker mais influente já produzido: “Rounders – Cartas na Mesa”, com Matt Damon e Edward Norton. Apesar de não entender nada das regras do Texas Hold’em nem de outras modalidades que tinha visto por lá, achei o filme genial.

Naquele mesmo ano, 38 jogadores se classificaram para o Main Event da WSOP através do PokerStars. Dentre eles, um contador do Tennesse. Esse sujeito comum garantira vaga no principal torneio de poker do mundo gastando 39 dólares. Ao final, recebeu um prêmio de US$ 2.500.000 pela vitória, derrotando uma lenda do poker no confronto decisivo. A história de Chris Moneymaker marcou o início de uma nova era, o nascimento de uma indústria multimilionária, e implantou em uma multidão de jogadores o sonho de fazer fortuna nos feltros. Ainda assim, meu contato com o poker online teria que esperar um pouco mais.

Graças ao “Efeito Moneymaker”, o poker online explodiu. E o PokerStars, responsável direto por isso, se consolidava como uma das principais forças desse novo mercado. Mas faltava algo que falasse aos jogadores apaixonados pela experiência pelo poker ao vivo. Nasce então o PokerStars Caribbean Adventure, realizado nas paradisíacas Bahamas.

Hoje, o PCA é a experiência de poker por excelência, o maior festival do jogo fora de Las Vegas. Na sua estreia, em 2004, o evento distribuiu quase US$ 2 milhões em seu torneio principal e fez o mundo se espantar com o estilo “maníaco-agressivo” de um jovem dinamarquês. Foi ali que Gus Hansen apareceu para o mundo e, de quebra, embolsou quase 500.000 dólares ao se tornar o primeiro campeão da série.
Diante do sucesso do evento no caribe, o PokerStars firma uma parceria com o produtor de TV britânico John Duthie. O resultado foi o lançamento, ainda naquele ano, do European Poker Tour, que acabou se tornando um dos circuitos mais prestigiados do planeta.

Nessa época, finalmente, eu comecei a me aventurar no poker. Nos intervalos das aulas na faculdade de engenharia mecânica nós nos reuníamos no diretório acadêmico. Lá, organizávamos uma pequena mesa de Texas Hold’em. Havia filas para jogar. Passei a pesquisar sobre o assunto e, inevitavelmente, acabei chegando ao poker online.

Assim como a maioria dos jogadores, minha primeira experiência foi catastrófica. Através de um site de treinamento, consegui 50 dólares para jogar. Sem conhecimento teórico, quebrei no primeiro dia.

Em 2006, porém, conheci André Reis, um sujeito que se sustentava apenas jogando poker online. Aquilo era impensado para mim. André me mostrou a parte técnica do jogo e me apresentou ao que ele chamava de “o melhor lugar para se jogar online”. Foi nesse instante que o PokerStars passou a fazer parte da minha vida.

Aquele site era diferente de tudo que eu já tinha visto no poker online. A quantidade de opções para jogadores com bankroll limitado, como o meu, era impressionante. Nessa época fiquei conhecendo os grandes nomes do poker brasileiro. Até sonhei que eu poderia ser um deles. Se um dia eu fui o garoto que queria ser contratado por um time de futebol, depois de conhecer o Poker Stars e de saber que eles tinham seu próprio time de profissionais, meus dias de boleiro ficaram para trás. Agora, eu queria correr atrás das fichas.

Devaneios a parte, o Stars continuava crescendo. Feitos como o do italiano Dario Minieri, que conseguiu ganhar um Porsche através do programa de recompensas, ou do francês Bertrand “Elky” Grospellier, primeiro jogador a juntar um milhão de FPPs em apenas um ano, eram acessíveis a pessoas como eu? Talvez. Não custava seguir sonhado.

Os anos seguintes serviram para consolidar o PokerStars como o maior dentre os sites de poker. Para muitos jogadores profissionais, o site tornou-se ferramenta de trabalho. Para amadores e entusiastas, passou a ser o palco em que seus ídolos mostram suas habilidades.

Acompanhei de perto o crescimento do site nos últimos anos, como jogador e jornalista. Até hoje, me impressiona a capacidade que o PokerStars tem de surpreender, seja apresentando novas ferramentas, seja com a rapidez com que o suporte resolve minhas solicitações. Isso, sem falar na “clarividência” (leia-se competência) com que contratam jogadores finalistas do Main Event, muitos dos quais acabam sendo campeões. Sem esquecer do time de estrelas que inclui Daniel Negreanu, Barry Greenstein e André Akkari.

Como se tudo isso fosse pouco, o PokerStars oferece a maior grade torneios, cash games e SNGs que existe, em modalidades a perder de vista. Além disso, eles se especializaram em levar seus usuários aos principais eventos do mundo, como WSOP, EPT e LAPT, entre tantos outros.

Ainda não virei Team Pro do PokerStars. Quem sabe um dia? Por enquanto, fico esperando aquele som característico indicando que o torneio vai começar. Enquanto escrevo este texto, as mãos vão se sucedendo. E novamente me vejo em meio ao turbilhão de emoções que o poker consegue gerar. E pela primeira década de vida do PokerStars, não me resta outra coisa, senão dar os meus mais sinceros parabéns.



POKER STARS FACTS
– Em 2011, o PokerStars ultrapassou a marca de 500.000 jogadores conectados simultaneamente, e o total de jogadores registrados se aproxima dos 50 milhões.

– No ano seguinte à vitória de Chris Moneymaker, o número de jogadores classificados para o Main Event através do PokerStars saltou de 38 para 315.

– Os últimos quatro campeões do Main Event da WSOP foram do PokerStars:  Peter Eastgate (2008), Joe Cada (2009), Jonathan Duhamel (2010) e Pius Heinz (2011). 

– No WCOOP 2010, o site concedeu mais de 60 milhões de dólares em premiação, sendo 12 milhões apenas no Main Event da série.

– Atualmente, André Akkari é o único brasileiro a fazer parte do time de profissionais do PokerStars. No time online, temos o gaúcho Diego “vgreen22” Brunelli.


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