EDIÇÃO 4 » ESPECIAIS

Transforme Experiência nos Negócios em Lucro no Poker

Ex-Executivo Ganha Dois Braceletes do World Series em 2007 e Concorre a Outro Título de Jogador do Ano


Justin Marchand

Tom Schneider está tendo um excelente ano. O homem que conseguiu dois braceletes no World Series of Poker 2007 e teve a honra de ser eleito o jogador do ano da Série Mundial sabia que a qualquer momento os holofotes se voltariam para ele. Schneider, jogador de high-stakes mixed cash games, provou sua habilidade ao ganhar o bracelete do Omaha/seven-card stud eight-or-better de $2.500 e o do seven-card stud eight-or-better de $1.000, e ao ficar em quarto lugar no evento H.O.R.S.E. de $2.500. E não parou por aí. No primeiro grande evento depois do WSOP, o World Poker Tour Legends of Poker, continuou com sua boa fase ao chegar a mais uma mesa final, chegando em quarto lugar. Durante esses dois meses, Schneider ganhou mais de $600.000 e conseguiu 3.792 pontos na corrida pelo título de Jogador do Ano pela Card Player, o que o catapultou para a quarta colocação da acirrada disputa.

Schneider começou a jogar uma variedade de mixed games ainda muito jovem. Sua apurada sensibilidade com as cartas foi posteriormente refinada na época em que ele entrou na universidade para estudar finanças. Depois, ele se deparou com o Super/System de Doyle Brunson, que, segundo ele, mudou sua visão do poker como um todo. Ele começou a viajar para Vegas para jogar hold’em de $10-$20 no Stardust. Ele vencia essas partidas, e depois que vários cassinos indígenas do Arizona começaram a oferecer jogos de poker no começo dos anos 90, sua proximidade com jogos lucrativos deu uma guinada na sua vida.

Ao longo do caminho, Schneider estabeleceu um excelente currículo como profissional das finanças e contador. Seus cargos e desafios incluíram a reformulação do departamento de contabilidade da companhia de golfe Ping. Aprendeu também o valor da integridade depois de trabalhar para uma companhia que se despedaçou após a “crise dos $150 bilhões” nos anos 70 e 80, quando trabalhava mais de 80 horas por semana e preparava incontáveis relatórios e apresentações bancárias como diretor financeiro da Royal Grip durante um período de transição. Ele ainda atuava como presidente da Royal Precision, uma companhia de 300 pessoas e 30 milhões que foi bastante lucrativa enquanto esteve sob os olhos de Schneider. Com o tempo, Tom começou a jogar mais e mais poker (e golfe). As partidas estavam atingido valores cada vez maiores no Arizona e, finalmente, enquanto trabalhava meio período como diretor financeiro da ProLink, passou a se dedicar integralmente ao poker.

Com sua vasta experiência, Schneider, hoje com 47 anos, traz uma singular e valiosa perspectiva para o jogo. As lições que ele aprendeu nas salas de conferências, seus dias iniciais enquanto jogador e em uma vida inteira estão expressos em seu livro, I Won Too Much Money: Winning Wisdom From the Boardroom to the Poker Table. Tom continua a oferecer sua sagacidade e sabedoria em uma coluna online semanal, Beyond the Table, e contribui em blogs de poker em Pokerati. O co-anfitrião Karridy Askenasy chama Schneider de Dr. Phil do poker. “Eu sou careca e acima do peso, então tenho isso a meu favor”, diz Tom sorrindo. Mas, falando sério, sua boa natureza, inteligência e abordagem séria e metodológica do jogo fazem dele uma das mentes mais brilhantes do poker.

A Card Player se encontrou com Tom em sua segunda casa, o Arizona Country Club. Aqui, o jogador de golfe de 6 handicaps está se aprimorando no poker chinês, praticando para o próximo World Series of Golf, e planejando seu próximo ataque no circuito internacional.

Justin Marchand: Como é que seu passado profissional ajuda sua abordagem no jogo?

Tom Schneider
: Eu acho que o poker deveria ser encarado mais como um processo de negócios do que as pessoas acham. Ele precisa ser abordado com um plano. Eu desenvolvi uma lista que tinha que seguir antes de jogar, quase como um piloto antes de voar. A lista de coisas a fazer é extensa, e se algum desses itens não estiver no lugar, eu não jogo. Ao jogar, quero maximizar minhas chances de vencer, para não ter que autar tanto quanto os demais. Eu acho que muitos dizem: “Eu tenho que jogar porque é isso que me sustenta”. Eu não acredito que você tenha apenas que jogar, você tem que ganhar. Enquanto jogadores de poker, temos o privilégio de jogar quando quisermos, então você só deve fazer isso quando sua cabeça estiver no lugar.

JM: Que lições você aprendeu nos negócios e que podem se traduzir no feltro?

TS:
Eu acho que proteger seu dinheiro é fundamental. “Dinheiro é rei” é um antigo axioma dos negócios usado o tempo todo. Você deve ser conservador com seu dinheiro quando tem muito e quando tem pouco, pois é muito difícil consegui-lo. A maioria das pessoas administra muito mal o próprio dinheiro e corre muitos riscos com ele. Você não pode se dar ao luxo de fazer isso.

JM: Se você fosse professor de uma disciplina de MBA sobre similaridades entre o poker e os grandes negócios, o que poderia ser incluído no plano de estudos?

TS:
Nos negócios e no poker, você deve saber quem é seu cliente e como tratá-lo. Muitas pessoas no poker tratam seus clientes, os jogadores ruins, mal demais. Além disso, saber quando parar é importante. Eu acredito que, no poker e nos negócios, parar é mais importante do que começar. Muitas pessoas que eu conheço têm a oportunidade de saírem vencedoras, mas acabam perdendo.

JM: Falemos sobre seu livro, I Won Too Much Money. Qual é a perspectiva do livro?

TS:
Minha perspectiva diz respeito a como tratar as pessoas, fazer as coisas certas e tomar as decisões corretas. Esse livro é uma coleção de minhas experiências nos negócios e na vida, e o que eu aprendi com elas. Muitas das lições dizem respeito a ganhar mais dinheiro nos negócios e no poker.

JM: Qual foi a lição mais dolorosa que você aprendeu?

TS:
Apostar em mim mesmo. Certa vez eu tinha acumulado uma quantia decente de dinheiro através dos negócios e do poker, e muitas pessoas me abordavam para que eu as colocasse em partidas maiores do que os que eu estava jogando. Eu investi muito nesse tipo de coisa em vez de apostar em mim mesmo. Eu acho muito importante apostar em seu próprio talento. Duas coisas podem acontecer se você fizer isso. Uma: você ganha. Duas: se você não tiver sucesso, você aprende muito e tira uma lição. Mas se você aposta em outra pessoa, não há nenhuma lição a ser aprendida.

JM: Como você se tornou um jogador tão completo, competente em todas as modalidades?

TS:
Número um, eu digo a todo mundo para ler, ler, ler. Se existe material disponível, leia, seja ele bom ou ruim. Quando você se torna um jogador de cartas decente, começa a ser seu próprio especialista. Se você ler, praticar e jogar, e continuar a ler, será capaz de decidir o que é bom ou ruim por conta própria, e as pessoas começarão a lhe fazer perguntas, e não o contrário. Foi assim que eu acho que consegui isso, sendo meu próprio expert. Se eu quiser calcular a probabilidade de mãos em badugi, faço isso eu mesmo. Eu não preciso ler um livro para conseguir isso. Além disso, você nunca sabe onde os maus jogadores estarão, então deve conhecer todos os jogos. É um pouco como aprender a pescar tipos diferentes de peixes. Você precisa ir em busca daqueles que estão mordendo a isca naquele dia.

JM: Qual é o lado ruim de saber jogar apenas hold’em?

TS:
Um dos lados ruins é que eu não acho que esse seja o melhor jogo para maximizar lucros. Digamos que você comece com 7-2 e eu com ases. Todos sabemos que eu sou o grande favorito, mas eu não sou favorito absoluto — não como 10-para-1 ou 20-para-1. Mas, em certos jogos, você pode ganhar muito dinheiro. Se você joga hold´em contra um oponente impulsivo, ele pode lhe fazer muito mal ao se aproveitar de pequenas desvantagens e ter sorte. Em alguns jogos, é bem mais difícil estar por baixo. Eu acho que há muitas oportunidades em outras modalidades.

JM: Que habilidades você acha que fazem de você um jogador de poker excepcional, e que conceitos ou áreas você está tentando melhorar?

TS:
Eu realmente me livrei do tilt. Eu acho que a lei do equilíbrio é crucial. Antigamente, eu desistiria simplesmente. Muitas vezes você me escutará dizer, quando chega a hora do intervalo para o jantar: “Eu não quero ir jantar com apenas $500”. Eu digo a mim mesmo que não quero ir jantar com apenas $500 porque ainda estou no jogo. Muita gente acha que, se não for para ser o chip leader, é melhor começar outro torneio ou jogar em um cash game. Eu tive amigos e vi pessoas que saíram do nada. Sua fase boa virá, mas você deve estar lá para recebê-las. Em um torneio que venci, eu cheguei a ficar com menos de uma big bet em três oportunidades. Eu continuava a dizer que não iria desistir. Essa foi minha maior conquista ano passado, a força de vontade de não desistir. Eu nunca disse: vamos tentar a sorte.

JM: Ao longo de sua carreira como jogador, você já pensou em desistir?

TS:
Sim, várias vezes. Esse ano, se eu não realizasse algo significante no WSOP, voltaria ao mundo nos negócios. Lá, é possível criar uma situação em que apenas se ganha, enquanto no poker, você tanto ganha quanto perde. Isso me cansa um pouco.

JM: Quais foram as piores situações que você enfrentou?

TS:
Houve uma época em que eu estava jogando muito alto, emprestei muito dinheiro e perdi muito jogando gin. De repente, me vi diante de uma falência instantânea. Nessa variante, eu provavelmente tenha perdido mais de $200.000 em três dias. No poker, eu perdi e emprestei mais $200.000. Há um capítulo em meu livro, “Dumb, Fat and Happy, Especially Dumb”, em que eu falo sobre quando você ganha um pouco de dinheiro e passa a tomar decisões muito idiotas, como eu fiz.

JM: Então, quando você entrou no circuito de torneios?

TS:
Meu foco eram os cash games e os grandes mixed games. Contudo, um ano e meio depois que eu deixei meu trabalho, os indígenas assinaram um acordo com o estado do Arizona e o maior limite que você poderia jogar era $75-$150, o que freou meus planos. Em relação aos torneios, em 2002 eu fiquei em 36º no Main Event e em quarto no evento de pot-limit hold’em. Eu provavelmente disputei apenas cinco eventos naquele ano. Joguei apenas alguns poucos eventos do WSOP a cada ano durante quatro ou cinco anos. Comecei nos cash games. Depois, essas partidas diminuíram. Em 2006, no Hotel Rio, nós tínhamos partidas de $400-$800 todos os dias. Esse ano tinha uma de $200-$400, às vezes $300-$600, mas raramente estava cheia. Não há muito dinheiro novo, e o poker não está sendo apresentado a novas pessoas que têm muito dinheiro. E é preciso que novo dinheiro chegue de algum lugar. É como uma piscina. Você tem que repor a água, porque há a evaporação e vazamentos no fundo. Hoje em dia não há muita água enchendo a piscina.

JM: Você surgiu no cenário do poker televisionado com o evento Reno World Poker Challenge em 2006, no qual você acabou em terceiro lugar e ganhou mais de $250.000. O que você aprendeu nesse evento?

TS:
Aprendi que, se você persistir durante um longo período, as pessoas entregarão dinheiro, e alguém irá se cansar e fazer algo estúpido que irá lhe surpreender. Aprendi isso duas vezes. Eu tenho um exemplo que ilustra o ponto exato em que alguém desiste. Éramos apenas 16 jogadores. Os blinds estavam em $1.000-$2.000. Eu tinha A-3 de naipes diferentes no small blind, então completei e o big blind pediu mesa. O flop veio 7-3-3. Eu pedi mesa e ele foi de all-in com $70.000, com apenas $4.000 no pote. Eu paguei e ele tinha 7-6 na mão. Quando tudo acabou, ele olhava para si mesmo como se fosse o maior idiota do mundo. Outra coisa engraçada aconteceu quando restavam apenas oito ou nove jogadores: havia um cara que estava iluminado. Ele se dava bem em todas as mãos. Em um intervalo, eu o ouvi telefonando para os amigos e dizendo que tinha certeza de que faria a mesa final do World Poker Tour, pois era o segundo em fichas. Logo depois desse intervalo, ele estava no small blind com K-Q. Ele aumentou, o big blind deu reraise, e o cara voltou all-in. O big blind pagou com par de reis, e ele perdeu metade de suas fichas. Na mão seguinte, com K-10, ele praticamente fez a mesma coisa de novo, e dessa vez perdeu tudo. Ele ficou com uma cara de quem estava limpando a arma na garagem e atirou por engano no melhor amigo. Deu o dinheiro todo de graça. Eu também aprendi que gosto muito de disputar torneios, com exceção da mesa final. Nós éramos apenas três jogadores, eu tinha $2 milhões em fichas e os outros dois tinham cerca de $1 milhão. Eu coloquei um dos jogadores em all-in com A-J contra A-3 dele e, se eu ganhasse, teria quatro vezes mais fichas do que o jogador que eu achava que podia derrotar. Nós dividimos aquele pote, e depois eu perdi com A-K para um par de dois. A mesa final, pelo menos nesses torneios de no-limit, é onde está o dinheiro, mas há muito pouco poker. É horrível e eu acho que as estruturas poderiam ser melhoradas.

JM: Como?

TS:
Eu era o chip leader em um dos torneios do World Series, e só tinha 15 vezes o big blind. Isso não é certo. Se você chega a um ponto em que a média de fichas é de 100-para-1 em relação aos blinds, o razoável é que se tire o relógio da equação. Assim, quando a contagem de fichas estiver em $30.000, os blinds passam a ser de $150-$300. Quando a média de fichas atingir $40.000, os blinds devem passar para $200-$400. Alguns torneios poderiam adotar uma estrutura rápida, uma razão de 25-para-1. É muito diferente do que fazemos hoje. Para diretores de torneios, a estrutura é uma adivinhação. Eu sei que há falhas nisso. Por exemplo, no World Poker Tour, eles teria de filmar durante muito tempo. Mas algumas coisas deveriam mudar.

JM: Vamos falar sobre o World Series. Você surgiu como o jogador do ano do evento e saiu com dois braceletes e três mesas finais. Qual é o segredo de seu sucesso?

TS:
Quando eu olho para os eventos de H.O.R.S.E. e stud, vejo que poderia ter sido derrotado muitas vezes. Mas tudo se resume à minha atitude de “nunca desistir”, e isso é bastante verdadeiro. Eu estava muito atrás em ambos os eventos. Até mesmo na mesa final do H.O.R.S.E., eu tinha $20.000 e os blinds eram de $8,000-$16,000. Então, quando se olha por esse ângulo, ficar em quarto lugar é uma classificação muito boa.

JM: Durante o Series, você atribuiu muito de seu sucesso à sua esposa, Julie.

TS:
Sim. Ela é a mulher que mais me apóia no mundo, entende o poker e compreende que há altos e baixos. É de longe minha maior crítica e minha maior fã. O que ela faz, que eu realmente sou agradecido, é quando eu digo “Eu preciso fazer isso”, ela responde: “Ok, ótimo: vá lá e faça”. Ela nunca me segura, apenas me empurra para frente.

JM: Então, o que você ainda espera alcançar em sua carreira no poker?

TS:
Eu gostaria de receber um prêmio de um milhão de dólares. Cheguei bem perto duas vezes. Vou tentar ganhar o título de jogador do ano pelo World Series de novo, e esse ano fazer uma boa campanha para o prêmio de Jogador do Ano pela Card Player. Mas, na verdade mesmo, eu quero apenas viver uma vida tranqüila e feliz, e fazer as coisas que quero. Eu sou muito minimalista e não ligo para bens materiais. Ao longo dos anos, a melhor coisa que aprendi foi a me rodear de pessoas que me fazem sentir bem. É impressionante como, fazendo isso, você consegue obter sucesso em tudo.


Tom Schneider Comenta a Respeito de Erros Comuns em Mixed Games

Hold’em: O maior erro são os poucos requisitos para a mão inicial. Eu prefiro ter qualquer outra mão do que A-X. Não estou falando de A-Q ou A-K, mas todas as outras. Você só perde dinheiro com esse tipo de mão.

Omaha Eight-or-Better: Eu jogo Omaha eight-or-better diferentemente de muitos jogadores. Eu tenho padrões menores, especialmente no fim da mesa. Algumas pessoas jogam de forma tão equilibrada que você consegue saber o que elas têm na mão. Elas sempre têm A-2 e você pode tirar vantagem dessa previsibilidade.

Razz: Razz é um jogo que você pode ensinar a alguém de 6 anos de idade em cinco minutos. Essa deve ser a modalidade mais simples de se jogar, mas as pessoas jogam muito mal. O erro que as pessoas cometem é começar a jogar com grandes upcards. Você jamais deve iniciar com uma grande carta alta. Contudo, se um jogador em uma posição final tem um 10 up e aumenta, e você tem um rei up ou A-2 down, deve aproveitar, pois tem a chance de conseguir uma menor do que 10 e não ficaria muito atrás.

Stud: Esse é meu jogo mais fraco. Se eu tivesse de ganhar dinheiro jogando stud, passaria aperto.

Stud Eight-or-Better: Começar com pares médios como noves, dez e valetes contra muitos competidores e começar com três cartas desconectas que só concorrerão ao low são grandes erros. Você não deve jogar pela metade do pote nesse jogo, e eu vejo isso acontecer o tempo todo.


World Series of Golf Oferece Novo Jogo

Tom Schneider não é apenas um excelente jogador de poker, mas também um grande jogador de golfe. Ele levou seu dinheiro e seu jogo de 6 handicap ao Primm Valley Golf Club perto de  Las Vegas em Junho para participar do primeiro World Series of Golf. Esse formato único incorpora um no-limit poker nos links. Os jogadores pagam um buy-in de $10.000 e começam com 10.000 em fichas virtuais. Cada um deles coloca um ante antes de cada buraco, preparam a tacada e as apostas começam. Depois de cada rodada de tacadas, outra de apostas se inicia. “Jogar poker não é físico, é mental, então quando você adiciona o elemento físico do golfe, tudo fica mais difícil”, disse Schneider. “Eu jogo 6 handicap e encarei um 9-iron por causa das câmeras presentes. Eu nunca faço isso”. No final, Tom ficou a uma tacada de compor o grupo final para a cobertura da NBC, mas pode procurá-lo de novo em 2008.




NESTA EDIÇÃO



A CardPlayer Brasil™ é um produto da Raise Editora. © 2007-2019. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial do conteúdo deste site sem prévia autorização.

Lançada em Julho de 2007, a Card Player Brasil reúne o melhor conteúdo das edições Americana e Européia. Matérias exclusivas sobre o poker no Brasil e na América Latina, time de colunistas nacionais composto pelos jogadores mais renomados do Brasil. A revista é voltada para pessoas conectadas às mais modernas tendências mundiais de comportamento e consumo.

Sede: Rua Stela de Souza, 54 - Sagrada Família - Belo Horizonte/MG - CEP: 31030-490
contato@cardplayer.com.br
31 3225-2123
LEIA TAMBÉM!×