EDIÇÃO 11 » COLUNA NACIONAL

À Procura do Raise Perfeito


Raul Oliveira

Depois da onda e da batida perfeitas chegou a hora da procura pelo raise perfeito. Afinal, em se tratando de No-Limit Hold’em, o que define se uma mão é nuts, top pair, segundo par ou mesmo um blefe bem jogado é o valor do raise que foi dado. Claro que quando falo de raise aqui, digo tanto de uma bet quando se é o primeiro a falar como de um aumento sobre uma bet. A questão é que eu não posso chegar aqui e falar o valor que deve ser posto num raise – o que posso fazer é explicitar as premissas que devem ser analisadas para que você se aproxime do “raise perfeito”.

O primeiro ponto a se considerar é: o que você quer com esse aumento? Quer que seu adversário pague? Quer que ele jogue fora? Quer que ele volte reraise? Então, antes de qualquer coisa, pense nisso.

Definido o que lhe interessa na mão, comece agora a pensar qual a melhor forma para atingir seu objetivo. Algumas variantes são imprescindíveis para se tomar essa decisão. Dentre elas: característica do seu adversário (talvez a mais importante, como insisto em dizer), sua imagem na mesa, quantidade de fichas ou dinheiro envolvido no pote, sua posição na mão e, claro, a leitura da mãos. Só após a analise de cada um desses fatores é que podemos chegar à conclusão do valor do raise.

Apesar de não ser um jogador assíduo de No-Limit Hold’em, o que mais me encanta na modalidade é o percentual alto de mãos ganhas sem que seja necessário mostrar as cartas (showdown); o que, em outras palavras, significa dizer que você poderá levar o pote sem absolutamente nada na mão, desde que execute as bets e raises certos.

Por outro lado, existe uma dificuldade maior em ser pago quando se tem uma mão realmente forte. Sob essa perspectiva, o valor do seu raise talvez se torne o aspecto mais importante quando falamos de No-Limit, e certamente um dos principais diferenciais entre um profissional e um iniciante.

Outro fator interessante é que, apesar de haver um padrão para bets e raises, não existe uma regra fixa. Em algumas situações, uma bet de 200 com o nuts, em um pote de 1000, pode se tornar a melhor jogada; tanto quanto um mini-raise blefando ou um all-in com um draw. Dessa forma, tenha consciência de que cada aposta no poker precisa ter um sentido.

Por todos esses motivos, a busca pelo raise perfeito no hold’em é interminável, utópico – algo que não foi feito para ser atingido, mas sempre procurado. Da mesma forma que no mar uma onda nunca é igual à outra, no hold’em uma mão jamais será igual à outra, e a procura continua...




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