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“Acho muito difícil eu não estar brigando pelo bi no final de 2017”, diz Rodrigo Zidane

Campeão brasileiro concedeu entrevista exclusiva à Card Player Brasil


28/12/2016 14:12
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“Acho muito difícil eu não estar brigando pelo bi no final de 2017”, diz Rodrigo Zidane/CardPlayer.com.br
Rodrigo Zidane acumulou 2.910 pontos ao longo de oito etapas do BSOP 2016 (foto: Luis Bertazini)


Primeiro jogador do país a alcançar o status Supernova Elite e único tricampeão do SCOOP, Rodrigo “Zidane” Caprioli acredita que pode se tornar o primeiro bicampeão brasileiro de poker. 


Em entrevista exclusiva ao jornalista Marcelo Souza, Editor da Card Player Brasil, o profissional afirmou que em 2017 o seu plano é se dedicar a disputa do ranking logo na primeira etapa da temporada. 


Desde a criação do atual ranking do BSOP, em 2012, todos que brigaram pelo bicampeonato nunca conseguiram ficar no top 10 da classificação. 


Veja como foi o nosso bate-papo com o Zidane:


Marcelo Souza: Torneios ao vivo são rentáveis, mesmo com tributação?


Rodrigo Caprioli: Claro, tanto aqui como na Europa. O problema é que, às vezes, a pessoa se deslumbra demais, quer jogar jogos mais caros em que a oscilação é realmente absurda e o nível é muito alto. Mas se você escolher bem os torneios, notará que há eventos com nível muito fraco, de muitos jogadores recreativos. Mas o ponto maior é controlar muito bem os gastos. Se você vai com o objetivo de lucrar, você tem que ficar nos hotéis mais baratos, economiza na comida, comprar passagem antecedência. E você também não pode ser excludente, ao vivo principalmente. Jogar torneios não lhe impede de jogar cash games. Você deve ter a mentalidade de um jogador de poker, não de um jogador de torneios. E onde há grandes torneios, pode ter certeza que há cash games em que o nível de jogo é bem fraco. O cash ajuda muito a diminuir a variância dos torneios.


MS: Em 2017 teremos o Zidane na briga pelo bicampeonato? 


RC: Sim, com certeza. E acho que é muito difícil eu não estar brigando pelo topo no final do ano. Mil fatores podem decidir o ranking. Um flip que você perde em uma reta final, um Main Event que um adversário crava ou fica em segundo e outros detalhes. Mas, no ano que vem, vou jogar tudo desde o início. Não será surpresa vocês me verem no top 5 do ranking geral e do de Omaha.  


MS: Qual a lição que fica com o título? 


RC: Que o poker é divertido. Eu amo o poker e amo a competição. Foi uma rotina louca. Muita adrenalina. Muitas contas, estratégias, decidir qual torneio jogar, saber quando se segurar para entrar ITM. A competição foi muito acirrada. Todos eram muito bons, o que deixou tudo ainda mais divertido. No ano que vem, espero estar repetindo tudo isso de novo.


Confira a íntegra da entrevista na CardPlayer Brasil - Edição 113. Para se tornar assinante, clique AQUI.


 



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