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Card Player entrevista Ryan Fee

Em bate-papo exclusivo, o norte-americano falou sobre a vida nos cash games


09/08/2016 16:30
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Card Player entrevista Ryan Fee/CardPlayer.com.br
Ryan Fee possui um título no LAPT


Ao lado do seu amigo Doug Polk, o norte-americano Ryan Fee conquistou o bracelete de ouro do primeiro torneio por equipes da WSOP em 34 anos. Em exclusiva conversa com o jornalista Brian Pempus, da Card Player, o jogador falou sobre o seu triunfo no evento sensação da série e a vida de um regular dos cash games. Confira:

Brian Pempus: Você pode falar sobre a conquista do seu primeiro título na WSOP?

Ryan Fee: Estar em Las Vegas e jogar a WSOP é realmente muito difícil. Eu não viajei até lá para jogar torneios. Eu queria engatar nos cash games e me divertir com alguns amigos. Fiz a minha estreia em um MTT justamente no campeonato por equipes. A nossa inscrição aconteceu com o torneio em andamento, por isso começamos com 17 bbs. Eu tinha um bom pressentimento sobre esse evento. Se você “grinda” a série, acaba ficando cansado. Eu estava fresco, uma vez que não tinha participado de nenhum campeonato em todo o ano.

Quando restavam cerca de 50 jogadores, Doug estava jogando e aplicou um belo blefe. O bordo trouxe A-2-3-4-5. Eu vi Doug anunciar all-in e fiquei apreensivo. Eu estava pensando, cara, eu joguei esse torneio por várias horas, se o Doug jogar tudo fora nessa mão será muito frustrante, mas felizmente o oponente não pagou e levamos o pote.

A mesa final aconteceu de forma simultânea com o High for One Drop, e como o Doug estava registrado neste torneio, eu acabei assumindo o stack na decisão. Durante o heads-up, Doug aproveitou o intervalo do One Drop para jogar e foi incrível. Em três mãos ele conseguiu dobrar as nossas fichas.

BP: Como um especialista em cash games, você pode falar sobre a sensação de ter um bracelete?

RF: Pelo número de torneios que eu já joguei, posso dizer que sou um jogador abençoado. Eu abandonei a escola quando eu tinha 18 anos para jogar cash games de $2/$4. Já no final daquele ano, você podia me encontrar nas mesas de $10/$20. Decidi participar de um torneio ao vivo e ganhei US$ 280 mil. Acabei optando por acompanhar o circuito ao vivo em 2014, engatando em eventos como o LAPC, WPT Bay 101, WSOP, EPT Barcelona e Aussie Millions. Eu fui muito bem, mas não gostei de viajar tanto assim. Me agrada muito mais os cash games, então decidi manter o meu foco nessa área. A chance de eu ter um bracelete é de 1%. Participei de apenas um campeonato e por insistência do Doug.

BP: Por que viver dos cash games?

RF: É claro para mim que nos MTTs você vai perder na maioria das vezes. Você vai acabar desperdiçando 90% do seu tempo. Também penso que se ganha mais dinheiro nos cash games, além de ser uma modalidade muito mais divertida. O seu destino está mais em suas mãos nos cash games. Digo as pessoas que viver só do cash game é muito bom, uma vez que a variância nos torneios é grande.

BP: Como você construiu o seu bankroll?

RF: Eu comecei a jogar poker na escola, depositando US$ 300 para engatar nas mesas de $0,10/ $0,25. Consegui encerrar aquele ano com US$ 300 mil. Na época, eu estava obcecado pelo esporte da mente. Eu não queria fazer faculdade, então eu comecei a jogar o dia inteiro. Os dois primeiros anos da minha carreira estão entre os melhores. Esse período teve grande influência na minha formação. Passei a jogar 6-Max logo em seguida. Após ganhar um grande torneio, me mudei para a Califórnia em 2009, quando jogava HUs e 6-Max de $5/$10 e $25/$50. Na temporada seguinte, os limites passaram a ser de $50/$100. Depois veio a Black Friday e eu precisei me mudar.



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