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“A concorrência no poker nacional só ajuda os jogadores”, afirma Moisés Luís Branco de Moraes

Criador do KSOP falou com exclusividade com a Card Player Brasil


09/11/2018 16:15
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“A concorrência no poker nacional só ajuda os jogadores”, afirma Moisés Luís Branco de Moraes/CardPlayer.com.br
Moisés Luís Branco de Moraes (esq.) ao lado de Johnatan “Dodô” Oliveira, primeiro campeão do ranking do KSOP


O ano de 2018 foi definitivo para a consolidação do KSOP no mercado do poker nacional. Ao bater várias metas ambiciosas, o circuito mostrou aos jogadores do país que pode enfrentar e superar os seus principais concorrentes. Na próxima temporada, com a chegada de um novo parceiro, Moisés Luís Branco de Moraes, criador do KSOP, garante que o campeonato vai estar ainda mais forte.


Em bate-papo exclusivo, Moisés falou de tudo que está por vir. Confira: 


Qual é a sua avaliação da temporada 2018 do KSOP?

A temporada para a gente foi muito boa. Pela primeira vez nós fizemos etapas ranqueadas e o field foi excelente desde a estreia, em Balneário Camboriú. Também realizamos o nosso primeiro festival em São Paulo, e foi na mesma data do BSOP de Brasília. Ainda assim tivemos a presença de muitos jogadores, o que é normal em São Paulo, mas o BSOP levou muita gente para o Distrito Federal. Depois visitamos Foz do Iguaçu, etapa com um garantido reduzido. Voltamos para a nossa casa, em Balneário Camboriú, e foi muito satisfatório para nós porque tínhamos R$ 1 milhão garantido no Main Event e nós arrecadamos quase o dobro. Em todo o festival, o KSOP distribuiu mais de R$ 4 milhões. Ali mostramos a nossa força. Em seguida fomos a Brasília, em outro campeonato com garantido reduzido. A etapa aconteceu durante o feriado de 7 de setembro, o que nos prejudicou, uma vez que a cidade fica bem vazia nessas ocasiões. Então viemos a Belo Horizonte, etapa que foi muito bem trabalhada. Ficamos mais de 60 dias viajando por todo o estado porque os grandes eventos estavam afastados de Belo Horizonte por mais de cinco anos. Quando você deixa de fazer algo em algum local, o clima é de ostracismo e nós conseguimos mostrar para o Brasil que Belo Horizonte tem potencial, e com isso nós acreditamos que a cidade vai voltar a fazer parte do circuito do poker nacional.


Qual foi a maior a dificuldade que você enfrentou durante o ano?

Se espalhou um boato infundado de que nós não pagamos os jogadores, porém estamos há quatro anos no mercado, distribuindo mais de R$ 50 milhões em premiação, e não devemos um centavo a ninguém. A partir da etapa de Belo Horizonte, com a parceria da Natan Sports, nós passamos a pagar os jogadores à vista. Antes tínhamos o prazo de sete dias úteis, mas agora vai ser à vista, para acabar com essa mentira.


O que você pode falar sobre essa parceria com a Natan Sports?

Vai agregar muito à nossa marca, principalmente no Nordeste. Eu jamais prejudicaria a Nordeste Poker Series, que foi realizada na mesma data do KSOP Belo Horizonte, mas nós tivemos mais de 20 jogadores de Recife no nosso campeonato, sendo que na cidade deles aconteceu o encerramento do maior festival do Nordeste. Com esse fortalecimento do KSOP, nós já lançamos a primeira etapa de 2019, com R$ 3 milhões garantidos em Balneário Camboriú, e muito provavelmente vamos celebrar os cinco anos do KSOP com um festival com R$ 5 milhões garantidos.


Você pode adiantar mais alguma coisa sobre 2019?

Ainda é cedo, mas pode ser que o KSOP tenha a sua primeira etapa fora do país.


E no Nordeste? É possível?

Agora ficou mais fácil. Para você ir à uma região que você nunca fez nada você precisa ter um contato forte para apoiá-lo. Agora com o acordo com a Natan Sports, nós temos parceiros de Recife e de Fortaleza. Não posso te afirmar que vamos realizar uma etapa do KSOP, mas com certeza vamos levar um grande evento para o Nordeste no ano que vem.


A Kings Eventos também organiza o Circuito Sertanejo de Poker, campeonato que realiza etapas em cidades fora do radar dos principais festivais. Como que surgiu a ideia de criar esse evento?

Eu tenho amizade com o pessoal do Mato Grosso e eu sempre pensei em fazer alguma coisa na região do Pantanal. No ano passado, quando aconteceram dois torneios com R$ 200 mil garantidos em Cuiabá, e eu participei de ambos, eu vi que a gente podia tranquilamente ir para lá. Então, aproveitando este novo mercado, decidimos lançar um circuito de poker nos lugares onde a música sertaneja tinha suas raízes, começando por Cuiabá, e terminando em Goiânia em 2019, mas passando por Mato Grosso do Sul, e pelo interior de Minas Gerais e São Paulo.


E no Norte? 

Eu tenho muitos amigos de Rondônia, tanto que eles vieram para a última etapa do KSOP. Ande que a gente vai nós fazemos parceria. Não chegamos invadindo. Foi o que aconteceu em Belo Horizonte, quando organizamos em conjunto com o Sierra Poker Sports. Eu vinha namorando o Sierra há mais de dois anos para trazermos um grande evento a capital mineira.


Você faz questão de estar na linha de frente da divulgação dos eventos da Kings, muitas vezes usando as suas próprias redes sociais. Você acha que essa iniciativa é um diferencial na hora de negociar?

Muita gente até fala que eu me prejudico com isso, porque eu saio compartilhando, eu posto em grupos de WhatsApp e no Facebook. Quando eu vejo uma crítica que é construtiva eu mesmo respondo. E o mesmo acontece em casos de comentários maldosos. Dizem que eu não deveria fazer isso, mas é o meu jeito. A Kings nasceu dessas parcerias que tínhamos no Sul. Fui dono de clubes entre 2006 e 2013. Cheguei a ter casas de poker na minha cidade, em Santa Catarina, e em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. 


Você acha que os jogadores estão percebendo como faz bem ao poker brasileiro a concorrência entre dois grandes circuitos?

A concorrência só ajuda o jogador. Todo evento nosso eu faço questão de agradecer aos competidores, inclusive quando eu tenho prejuízo, porque isso faz parte do negócio. Claro que a gente tá almejando o lucro e a divulgação do nosso esporte, mas se a gente fosse só pensar em dinheiro já teríamos parado há muito tempo. Nós fazemos o que gostamos. 



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