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EDIÇÃO 89 » MISCELÂNEA

The Book Is On The Table - Small Stakes Hold'em


Redação
Depois da explosão do No-Limit Hold’em, seu predecessor, o Limit Hold’em, ficou um pouco esquecido. No entanto, ainda há muitos lugares para praticar essa modalidade e conseguir fazer bastante dinheiro. Na internet e, principalmente, em Las Vegas o Limit Hold’em é um jogo popular. A WSOP e as grandes séries online também oferecem jogos de Limit Hold’em, que, por limitar as apostas, parece simples, mas sua complexidade matemática tornou-o um dos jogos de cartas mais fascinantes do mundo. Em Small Stakes Hold’em, três dos principais estudiosos e autores de livros de poker — David Sklansky, Ed Miller e Mason Malmuth — mostram o que você precisa saber para se tornar vencedor na modalidade que já consagrou nomes como Daniel Negreanu e Phil Hellmuth. O livro possui exemplos práticos de como agir pós-flop e pré-flop, de como jogar os mais variados tipos de mão, desde os pares e broadways até os suited connectors e mãos ruins, além de abordar a parte matemática do jogo, essencial em Limit Hold’em. Small Stakes Hold’em é uma das bíblias do poker e de leitura indispensável, mesmo para aqueles que jogam apenas no-limit.
 
PARTE II: PRÉ-FLOP
CATEGORIAS DE MÃOS PRÉ-FLOP
Cartas de naipes iguais (p. 62)
Cartas altas de naipes iguais (AKs, AQs, AJs, ATs, KQs, e KJs) 
 
São mãos muito fortes. Acertam com frequência o top pair, com um kicker muito bom. São boas o suficiente para vencer. Com naipes idênticos, também podem montar flushes altos, capazes de ganhar um pote grande contra muitos adversários. Todas funcionam bem contra muitos ou poucos oponentes, e destacam-se tanto em partidas agressivas quanto defensivas.
 
Se ninguém subiu a aposta ainda, você pode fazer isso com qualquer dessas mãos. Nas posições iniciais, em uma mesa tight, o melhor é apenas entrar de limp, para atrair oponentes com mãos fracas.
 
Com um raise anterior à sua vez de falar, tenha cuidado com AJs, ATs, KQs e KJs: pode ser que você já esteja dominado pelo jogador que aumentou. Pague somente se ele estiver dando raise com muitas mãos, ou se já existirem muitos outros oponentes no pote. Com AKs e AQs, pode-se encarar quem subiu a aposta, ainda que ele jogue tight. Na verdade, você pode até voltar um reraise com AKs.
 
Um aviso sobre os jogadores tight que dão raises: todos eles precisam de uma mão de alta qualidade para fazer isso. Porém, alguns estão atentos à posição. Um jogador assim vai deixar seu raise mais loose à medida que sua posição melhora, principalmente se ele foi o primeiro a entrar no pote. Se você possuir AJs, por exemplo, e ele aumentar do UTG, dê fold (a menos que um multi-pote esteja sendo esperado). Contudo, se ele fizer isso da última posição, sendo o primeiro a entrar no pote, você deve devolver a gentileza com um reraise. Por ser o último a falar, a gama de mãos dele é muito maior.
 
Outros jogadores tight não adaptam seu range à posição. Dessa forma, tendem a ser fracos e passivos, aumentando apenas com as melhores mãos (talvez somente com AA, KK ou QQ). Contra esse tipo de oponente é preciso dar fold com AJs diante de um raise, qualquer que seja sua posição. Esse aumento quase sempre indica uma mão monstruosa. Assim, evite enfrentá-lo.
 
Cartas medianas de naipes iguais (QJs, KTs, QTs e JTs) 
 
São fortes contra oponentes com mãos fracas. Fazem o top pair e têm um kicker razoável. São boas mãos, quando não estão dominadas. Entretanto, com elas, o par mais alto não é, nem de longe, forte como o construído com as cartas altas de mesmo naipe. Por exemplo, se a carta mais alta do flop for um Dez, e você tem Rei-Dez de naipes diferentes, três cartas mais altas podem vir a bater seu par. Para compensar um pouco essa fraqueza, diga-se que as cartas medianas montam straights com mais freqüência do que a categoria anterior. Outra coisa, podem também fazer flushes altos em potes grandes.
 
Considerando que aumenta o potencial para montar straights, mas diminui o potencial do top pair, essas mãos são melhores em multi-potes. Se seus adversários estão dispostos a jogar com mãos fracas, coisa comum em mesas baratas, as cartas medianas serão bem lucrativas, ainda que você esteja fora de posição.
 
Se o pote não contém raises, apenas entre de limp, caso você se encontre nas posições intermediárias ou iniciais. É interessante encorajar apostadores loose que falam depois. Na posição final é possível dar raise, não importando quantos entraram de limp. Por causa deste potencial para montar flushes, sua mão funciona bem em potes grandes. Contudo, para encarar um raise, é preciso ter certeza de que será um multi-pote.
 
AUTORES: Ed Miller, David Sklansky e Mason Malmuth
 
NÚMERO DE PÁGINAS: 336
 
PREÇO: R$ 59,90
 
DISPONÍVEL EM: www.raiseeditora.com
 



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Ano 8 - dezembro, 2014

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